“O Curioso Caso de Benjamin Button”

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“Alguns bebem”,

“Alguns leem Shakespeare”,

“Alguns conhecem botões”,

“Algumas dançam”,

“Algumas são mães”

e “Alguns são diferentes”. (Benjamin Button)

Com um roteiro incrivelmente bem escrito e atuações primorosas, “O Curioso Caso de Benjamin Button” é o caso de uma criança que nasceu em diferente circunstâncias.

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Com a introdução inicial sobre o tempo que passa e deixa grandes marcas nas pessoas, seja ela a morte ou a vida que é sempre vivida com um proposito de ser reconhecido ou fazer algo pelo próximo, o grande relógio da estação de New Orleans é simbólico ponto de partida da narrativa do filme, dirigido pelo David Fincher e adaptado do romance de F. Scott Fitzgerald (roteiro de Eric Roth).

Benjamin (Brad Pitt) é um bebê que nasce com todas as características de um homem de mais de 80 anos, e através do tempo rejuvenesce. Ao primeiro momento, após a morte de sua mãe, seu pai fica inconformado com o bebê que tem a aparência de um monstro, todo enrugado e com problemas comuns na velhice.

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Assim Benjamin é deixado a porta da afro americana que trabalha como empregada em um asilo de idosos, a personagem Quennie (Taraji P. Henson) brilhante atuação que acolhe o pequeno Benjamin como filho, mostrando um amor incondicional com ações que falam muito mais que a própria raça. (apesar de toda a história de preconceito com os afro americanos em meados de 1920)

E através dos anos de crescimento de Benjamin, vemos o rejuvenescimento e perdas que ele sofre sendo muito novo em um corpo velho, questões que tem que aprender a lidar, impressões em cada pequeno detalhe da vida ou enfrentar as situações com outros personagens e ainda o amadurecimento retrocedido. Brad Pitt assumiu todas as fases do personagem desde sua velhice até a precoce adolescente que atinge no fim da vida, com sotaque sulista americano, sensibilidade e humanidade de uma atuação de deixar todos afoitos para um reconhecimento próximo de prêmios (Oscar, Globo de Ouro e SAG que virão por aí).

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Na sua infância, Benjamin confrontado com a lidar com tudo, desde seu aprendizado a andar, a ler, a morte das pessoas próximas e a sua paixão a primeira vista pela interlocutora Daisy (Cate Blanchet) da qual trás toda a bagagem emocional e a delicada da bailarina que tem que lidar com a paixão e sua dor por envelhecer com um Benjamin jovem.

O Filme não só mostra uma vida comum aos olhos de Benjamin, mas todas as implicações de ser diferente e todos os grandes momentos e escolhas que normalmente fazemos através de nossa trajetória , traz também um sentimento de perda enorme pelo desespero de viver onde as pessoas cada vez mais envelhecem e morrem. Imaginem uma vida ao contrário.

“Nunca se sabe o que lhe acontecerá” é um dos lemas da jornada vivida pelo “O Curioso Caso de Benjamin Button” um filme completamente de perdas, emoções a flor da pele, morte, vida e diferentemente curioso.

Nos cinemas em 16 de janeiro de 2008

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